quarta-feira, 5 de maio de 2010

Poema



MINHA MENINA!

Passa a menina, eu vejo pela janela
Tão atrevida, me alegro com ela
Mesmo de longe, o dia clareia
Passa, menina, muito faceira

Eu só queria andar do seu lado
Se tornar seu namorado
Conversar sem medida
Eu só podia sonhar com seu encanto
E mesmo no pranto, fazê-la sorrir

Ah! Minha menina, como você me fascina
Pois não há dor que duro, quando você vira a esquina
Rebolando faceira, com seu vestido rendado
Parece até programado pra me fazer pausar

E o tempo já não se mede
Nem a dor prevalece
Pois tu me lembra, minha menina querida
Que não se passa pela vida sem aprender a amar!


[Para a minha menina Hamanda! - Sarah Cavalcante 01/05/2010]

sábado, 1 de maio de 2010

Poesias Reunidas




"o que faço de bom
faço malfeito
pareço artificial quando sincera
mera falta de jeito pra viver
sou a filha predileta do defeito"









"Quando começam as pontadas
fico paralisada de medo
raio x dos meus devaneios
motivos de sobra pra doer
a febre aumenta a cada emoção
as batidas aceleram ao ouvir teu sono
sei que dormes enquanto agonizo
eu te odeio na escuridão
eu sei
é impossível sofrer a dois
de nada adiantaria tua preocupação
minha hora chega lentamente
e eu não pretendo te acordar
pra não te ver branco e sem voz
a me dizer adeus
eu não durmo, aterrorizada
porque a danada vem me buscar esta noite
eu espero, lingerie e lágrima
convulsão e testa suada
cabelos molhados, encharcados, pavor
são 4:20 da madrugada escolhida
hoje ela vem, hoje eu sei que vou
mas sem despertá-lo para o pesadelo
em que estou
é hora agora
o arrepio chega mansinho, meu corpo
esparrama
e na cama
me vem a definitiva surdez...
quinze pras oito da manhã
ainda não foi dessa vez"







eu quero em mim
uma pessoa
não muito assim
ou muito não
eu quero em mim
uma pessoa
geral
poucos muitos
mas muitas coisas
muitas vidas
pessoa assim
nem muito ou pouco
mas pessoa
em tudo e em todas
total



quanto mais palavras saem de minha boca
mais me dou conta de que não sou eu que falo
pois o que penso não tem nada a ver
e o que faço já é outro papo
e o que pareço já nem sei contar







vou andando devagar
olhando para um lado
para o outro
rindo ali, pensando aqui
de repente
vejo você na minha frente
e até pararia de andar
se você não fosse
estacionamento proibido






a emoção que veio vermelha
virou saudade branca
do teu olhar azul
do meu sorriso amarelo
e daquele nosso desejo
tão cor-da-pele
e ficou a lembrança cor-de-rosa




(Martha Medeiros)